DEBATES EM SALA DE AULA (27/03/2024)
No início da aula, o professor nos trouxe outro desafio. Dessa vez, tínhamos
uma figura de dois cavalos e dois montadores, era necessário encaixar os
montadores sobre os animais de forma igual. Porém, nenhum de nós
conseguiu. Posteriormente o professor nos explicou como se fazia e isso nos
levou a pensar que no primeiro desafio ou dificuldade que nos aparece,
queremos sempre apelar para o caminho mais fácil, visto que no momento da
dinâmica todos nós pensamos apenas no que estava mais evidente aos nossos
olhos e deixamos de enxergar outras possibilidades menos óbvias.
Posteriormente, demos início a um debate acerca de alguns assuntos noticiados recentemente, de grande importância e que nos afetam diretamente enquanto sociedade. O primeiro deles, foi sobre a reportagem de alunos de um Colégio Estadual em Salvador que protestaram na frente da escola em busca de melhorias na infra-estrutura. Os estudantes relataram que estavam sofrendo com o intenso calor nas salas de aula, que chegava inclusive a comprometer o aprendizado.
O Colégio passou por reformas no ano passado para instalação de ar condicionado, mas até o momento os aparelhos não se encontram no colégio. Isso me fez pensar no quanto a educação pública é negligenciada, estudantes sofrem diariamente para se manterem na escola enfrentando uma infra-estrutura precária, um ensino deficiente, seja por falta de professor ou de recursos para garantir um aprendizado efetivo.
A discrepância da educação pública e privada no Brasil é gritante. Enquanto alunos da rede privada tem todo o conforto e assistência necessárias para sua permanência no espaço escolar, o aluno da rede pública tenta sobreviver dia após dia diante das dificuldades que lhe são apresentadas por um sistema que ignora suas mazelas.
O outro assunto que debatemos foi sobre o caso de uma menina de 11 anos, vítima de racismo numa escola no interior de São Paulo. A estudante foi barbaramente agredida física e verbalmente por colegas, que lhe arremessaram água, terra e fezes de gato e proferiram palavras como "macaca", " cabelo de bombril", entre outros termos racistas. O mais absurdo nesse caso, é que a punição dada aos alunos que cometeram esse crime bárbaro foi a troca de sala de aula, contando ainda com o apoio dos pais, visto que uma das mães dos adolescentes envolvidos no episódio, processou a mãe da vítima por calúnia.
Infelizmente, casos como esses não são escassos na nossa sociedade, mas é ainda mais revoltante quando se trata de pré adolescentes, indivíduos em fase de transição da infância para a vida adulta e que deveriam ter uma formação ética sólida para tornarem-se bons seres humanos. De fato, não basta reclamarmos que as coisas não vão bem, que as pessoas estão más, se não começarmos pelo básico: a educação das crianças e jovens, já que são eles o futuro da nossa sociedade. Devemos pensar em quais lições estamos, enquanto educadores e pais, passando para esses indivíduos e qual o exemplo que transmitimos a eles sobre respeito, caráter e ética, três características fundamentais para viver em sociedade.


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